Carmen Locatelli
A intensidade do medo define o valor de seus sonhos!
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LIBERTE-SE!

“O velho sábio fecha o portão. Ele sabe que mitos ficarão para trás.
Sabe que escolhas de poucos mudará a vida da humanidade.
Sabe que ele não estará aqui quando a grande bomba explodir.
Mesmo assim ele cala e para. Para refletir.”

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24/07/2009 à 25/11/2009
Horas Inexatas.

Se eu aceitar que já é tarde, mudaria a maneira de pensar e rumar minha vida.
Ainda se faz tempo, ainda existe a paz. Ainda estou aqui.
Agora esta claro para mim: eu vejo que uma corrente de escolhas mal feitas ao longo dos séculos nos tornou escravos de um sistema de aprisionamento e de esperanças poucas. E deste ato impensado nasceram sonhos que nunca estarão ao nosso alcance.
Resta-nos apenas sonhá-los e nada mais!
Iludidos pelo sistema e pelos guias espirituais fazemos de nossos dias sempre uma nova mentira. Mesmo assim fingimos felicidade ao velho espelho do quarto de visitas.
E este mesmo espelho que vigia em silencio o cair de nossas lagrimas, emudece diante de nosso sofrimento. Cala nossa voz e cega nossos olhos.
Analisamos nosso estilo de vida e como nos portamos diante do nosso meio e dos seres que nele habitam. Nossa indignação enganadora financia mais uma inverdade: a compaixão pelos demais.
Anjos morrem lá fora a todo instante e nosso silencio permite/financia isso!
Enquanto na China inventa-se um novo método de maldade aqui na esquina matamos o pouco que nos resta: dignidade.
Espantem-se homens de bem, pois isso ainda lhes cabe. Todos nós gritamos por libertação, mas fazemo-nos prisioneiros de nossas futilidades desnecessárias.
Estes mesmos atos que julgamos essenciais a nossa existência já não podem nos salvar da cruz. Nem do criador desta cruz. Morremos de medo então?
Uns se escondem atrás da religião, outros na política desenfreada. E há aqueles que nem se escondem mais...
Ousamos um futuro bom – rezamos até por isso – mas quem é digno e capaz de viver o pouco presente que nos resta?
Quem é capaz de amar aquele que pouco conhece que pouco cheira que pouco fala. Quem é este ser que pode dar ouvidos aos animais e sorrisos as plantas. Quem?
Julgamo-nos superiores demais para compartilhar um momento precioso com quem pouco compreendemos.
E nesta cegueira do não entender, maltratamos e até matamos (direta ou indiretamente) seres de luz. Seres raros e preciosos...
Seres necessários ao equilíbrio do nosso meio e do conhecimento humano.
Seres que, dividindo um momento com os mesmos, elevamos nosso saber e moldamos nossa alma.
Nós somos os falsos humanos, falsos moralistas. Cremos num amor inexistente e fazemos dele uma loucura e motivo de nossos erros.
Enquanto isso estes seres especiais nada fazem além de usufruir de seu maior dom: vida!
Converse com seu muito coração e pergunte a ele o que você tem feito de errado e por que erra todos os dias. Todo instante.
Monstros habitam dentro de nós, mas sempre os tratamos assim.
Transformá-lo-emos em seres de luz também. Façamos algo por nós.
Assim, deixaremos de viver essa mórbida rotina que tanto julgamos perfeita.
Acrescentaremos um mandamento: respeitarás o meio e os seres que nele vivem.
Assim, mais que possuir a luz, entenderemos a luz e o porquê de estarmos afastados dela por tanto tempo. E mais que isso: aprenderemos a viver sem quando a mesma nos faltar.
Eis que é tempo para você também, assim como se faz pra mim. Liberte-se.



Nota da autora: converse mais com você. Nada durará tanto para você quando você mesmo. É a única coisa que tens desde que nasce e carrega a até sua morte. Ame-se acima de tudo!



Carmen Locatelli
Enviado por Carmen Locatelli em 26/11/2009
Alterado em 26/12/2009
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