Carmen Locatelli
A intensidade do medo define o valor de seus sonhos!
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ESCURIDÃO

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"Uma gota de sinceridade escapa entre meus dedos.
Sinto-me revelar...
Mostro meus medos. Todos eles.
E mesmo assim você não se satisfaz."
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Os cretinos esperam pelas coisas que estão ao alcance dos seus braços. Eles não ousam possuir e nem tentam tocá--las.  Não se atrevem a merecer. Por quê?
Talvez porque sejam cretinos!
Analisamos: será que nós - vulgos “intelecto normais” - também não esperamos por estas mesmas coisas? Todos nós depositamos cotas neste eterno banco de favores, nossa  consciência, mas quando vamos começar a pagar?
Alguns dizem que tem que ser assim. Outros apenas seguem o padrão universal da sociedade racional. Devoram em boas doses seu aforismo e conceito inabalado. Esquecem o amor.
Porque estas escolhas estão sendo feitas?
Os nossos mais secretos desejos moram bem ali e não podemos tocar. Por quê?
Uma perfeita alusão dos sentimentos e das controvérsias humanas.
Por que existimos se já não damos nomes as nossas lagrimas, nem tom a nossa voz?
Vocês já não falam de amor - eu mesmo esqueci. 
Faltam palavras e linhas e papel... e poemas. 
Faltam esforços e inspiração para ter esta resposta pronta a todo o momento.
A quem devemos convencer? Quem além de nós mesmos?
Se, por um motivo ainda oculto dentro de nós, fizemos esta escolha é o sinal de que o mal se manifesta sem o nosso consentimento. Issa talvez seja a resposta.
Gritamos mais alto então. Será que só a nós cabe ouvir?
Entre erros e promessas... pesadelos e invenções, vivemos.
Ou tentamos viver.
Será que somos todos assim? Banais demais, frios demais?
Flores de beleza rara que não podem perfumar...
Apenas habitamos o nosso meio.
Não existimos o suficiente para ser parte da criação.
Somos fantasmas que já não assombram.
Somos monstros que não apavoram!
E ao pensar "como é fácil viver" eu vejo possibilidades prováveis e pouco úteis para tal pensamento. 
Talvez a maldição que nos acompanha tenha muito disso. Essa mania de não permitir o amor, de não dar espaço ao amor, de não se entregar ao amor... de não viver o amor.
Isso nos congelou. Paramos no tempo.
Eu até entendo, pois já não amo, já não sinto, já não sonho.
Eu sou uma cretina! 

 
Carmen Locatelli
Enviado por Carmen Locatelli em 30/09/2009
Alterado em 13/02/2018
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